sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Mercado da Ribeira - Artigo Jornal de Notícias

"Queremos ir para o mercado da Ribeira!", sai a orientação para o taxista. "Para onde?", surge a interrogação em forma de dúvida de quem não está "a ver muito bem onde fica" o destino pretendido.

"Suponho que é aqui que querem ficar", volta a ouvir-se a voz, em tom de hesitação, junto a um dos pilares da ponte Luís I.

É ali mesmo, na esplanada sobre o rio Douro, que os turistas sacam das máquinas fotográficas e elogiam as "excelentes vistas" do Porto nas diferentes línguas de origem. Mas ninguém, repito, ninguém, repara que por baixo da estrutura existe um mercado. A sinalética - em frente à escultura evocativa da queda da Ponte das Barcas -, a apontar o "mercado da Ribeira" para o rio não ajuda.

Ontem de manhã, as 16 bancas do mercado que foram obrigadas a mudar de poiso por altura da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, estavam fechadas. "Isso já está assim há muito tempo", diz, ao JN, uma comerciante, com espaço rente ao cais da Ribeira. "Enquanto as barraquinhas estavam junto à estrada, o povo ainda parava. Agora, escondidos, ninguém compra", explica.

Das 16 bancas, 15 estão ocupadas mas só três abrem regularmente, diz fonte da Câmara do Porto em comunicado. E acrescenta: "A grande maioria dos ocupantes é de idade avançada e o horário é bastante alargado. Muitos ocupantes não abrem sistematicamente o seu espaço durante o dia".

"O negócio está tão mau que, para compensar o sábado que trabalho, não tenho aberto a banca à segunda-feira", justifica uma das comerciantes resistentes, Beatriz de Sousa, garantindo que chega a "não fazer negócio suficiente para pagar o aluguer do espaço". "Cerca de 45,90 euros, mais a luz", especifica. "Fomos metidos num buraco", reforça Beatriz de Sousa, atribuindo a situação à concorrência desleal das "vendedoras clandestinas" que ocupam os seus antigos espaços, à face da estrada.

Também Fernando Sá, presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, critica o facto de terem "modernizado o mercado, desenquadrando-o da zona e do espírito turístico".

Ainda assim, para o mesmo responsável, a solução para o espaço poderá passar por "um prolongamento das bancas na frente ribeirinha, com estruturas mais apelativas". "Parecido com o que Catarina Portas fez nos quiosques temáticos, em Lisboa".

A Autarquia alega, ao JN, que já efectuou "um inquérito de satisfação aos ocupantes (das bancas), aguardando pelas conclusões".

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Câmara Municipal de Melgaço sorteia 3 lugares para a feira

No próximo dia 16 de Outubro (Sexta) pelas 10.30 horas a Câmara Municipal irá sortear três lotes da feira semanal.



O prazo de entrega do formulário e dos documentos terminará ano dia 12 de Outubro.



Assim sendo, solicitamos a vossa colaboração para uma melhor divulgação, junto dos feirantes.





Aos feirantes interessados por favor contactar:



Associação de Feiras e Mercados da Região Norte

sábado, 26 de Setembro de 2009

MERCADO DO BOLHÃO: "Associação de feiras e mercados questiona custos do Bolhão"

artigo: Público

A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN) está preocupada com os custos que o projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão terá para a cidade. Em comunicado, a associação questiona o atraso no processo. A ligação, em túnel, ao parque de estacionamento do quarteirão de D. João I está "inviabilizada", diz.


Depois de uma reunião com Paula Silva, da Direcção Regional de Cultura do Norte, em representação do Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), a AFMRN entende que "a passagem subterrânea" entre o Bolhão e o futuro parque de estacionamento que nascerá do outro lado da Rua Sá da Bandeira "está inviabilizada, por motivos técnicos", relacionados com a passagem, no local, do Rio de Vila.

Contactado pelo PÚBLICO, o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, reitera, por escrito, o que já dissera na semana passada. A ligação não está inviabilizada, diz, mas "dependente de estudos de especialidade".


A AFMRN acusa ainda a câmara de esconder os custos dos projectos e estudos que estão a ser realizados, afirmando que "ao contrário do que foi anunciado" pela autarquia, o processo "está a ter custos inerentes ao erário público". Lino Ferreira diz que os custos "ainda não estão estimados" e que serão "os que resultarem do concurso público a abrir" para a reabilitação. A câmara terá aqui "uma participação activa", conforme estabelece o protocolo entre o município e o Ministério da Cultura, lembra.
"Erro político grosseiro"
A AFMRN defende que o processo em curso no Bolhão "é um erro político grosseiro". "Estão a ser realizados novamente os mesmos estudos técnicos ao edifício e ao terreno" elaborados pela equipa do arquitecto Joaquim Massena, que tem um projecto de reabilitação pronto, argumenta.

MERCADO DO BOLHÃO: "Rio da Vila impede túnel entre Bolhão e núcleo de D.João I"








artigo Jornal de Notícias


O mercado do Bolhão (Porto) não terá um túnel pedonal de ligação ao futuro parque de estacionamento em execução no quarteirão de D. João I. A Direcção Regional da Cultura do Norte confirmou que essa obra é inviável.


O programa preliminar para a reconversão do mercado, defendido pelo Município do Porto, colocava a hipótese da ligação ao aparcamento subterrâneo a rasgar sob os edifícios da antiga Casa Forte. Mas a directora regional Paula Silva informou a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte de que a passagem está "inviabilizada por motivos técnicos" devido ao facto de, no subsolo da Rua de Sá da Bandeira, correr o rio da Vila, embora fosse favorável a essa construção.

Haverá, no entanto, tal como já foi noticiado, uma ligação subterrânea entre o mercado e a estação do metro. Na reunião com a associação que decorreu na semana passada, a arquitecta explicou que a avaliação da estabilidade do edifício do Bolhão trouxe boas notícias, uma vez que não existe já o elevado risco de ruína, apontado em 2005 pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Segundo a associação, não existirá "gravidade de maior", em termos de instabilidade estrutural, "no conjunto geral do mercado".

A novidade consta da acta, redigida pelos representantes da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte após a reunião com Paula Silva e enviada na passada quarta-feira por fax e pelo correio, para a Direcção Regional de Cultura do Norte.

No mesmo documento, a que o JN teve acesso, é referido que será necessário desmontar as "casinhas centenárias" existentes no terrado do mercado para a construção do espaço para cargas e descargas na cave. Algumas destas estruturas estão em más condições e, por isso, a directora regional não pode garantir a sua reconstrução. A vontade é mantê-las caso seja possível, apesar de, de acordo com a associação, a arquitecta Paula Silva considerar que possuem pouca importância no contexto do Bolhão.

À associação, foi dito ainda que foi "mais prudente a realização de um novo projecto de reabilitação" do mercado do que reformular o projecto de Joaquim Massena, na certeza de que essa adaptação "teria um custo elevado". Uma posição que é contestada pela associação.

Em comunicado, recorda que muitos comerciantes do mercado defendem a execução, no imediato, do projecto do arquitecto Joaquim Massena já pago, concluído e "com todos os estudos técnicos e arquitectónicos actuais".

A associação entende que o adiamento das obras, com a "repetição de estudos técnicos e de projectos já realizados", procura apenas adormecer o "tema escaldante" da reconversão do Bolhão em época de eleições.

O encontro serviu, também, para esclarecer a concessão do mercado do Bom Sucesso. "Foi-nos comunicado que escolheram a proposta [da empresa Eusébios] por ser um mal menor das duas soluções a concurso. Ainda não há projecto", sublinhou o presidente da associação, indicando que a preocupação da Direcção Regional da Cultura é que o edifício do mercado do Bom Sucesso não seja descaracterizado.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Associação de Feiras e Mercados tem dúvidas sobre aprovação do projecto do Bom Sucesso
















NOTÍCIA PÚBLICO
Jornalista Patrícia Carvalho
A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN) duvida que o projecto de requalificação previsto para o Mercado do Bom Sucesso, no Porto, venha a merecer a aprovação do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), através da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN).

O presidente da AFMRN, Fernando Sá, explica que esteve presente numa reunião, na semana passada, com representantes da DRCN, em que lhe foram transmitidas algumas incertezas sobre a exequibilidade do projecto apresentado pela empresa Eusébios SA, vencedora do concurso público lançado pela câmara para a concessão do mercado.

"O que nos foi transmitido é que, das duas propostas apresentadas ao concurso, aprovou-se esta porque era o mal menor. A outra destruía mesmo o edifício na totalidade, e esta preserva o equipamento e parte do mercado tradicional", diz.

Segundo Fernando Sá, os responsáveis da DRCN frisaram que apenas "aprovaram" o programa base apresentado a concurso, sendo ainda necessário aprovar o projecto de arquitectura.

"Mediante o projecto é que se vão pronunciar em definitivo, mas também disseram ter dúvidas sobre a possibilidade de construir lá dentro um hotel com viabilidade", diz. O PÚBLICO tentou, por várias vezes ao longo das últimas semanas, ouvir a DRCN sobre o processo do Bom Sucesso, mas tal não foi possível.

Para Fernando Sá, a DRCN "está a ser enganada", quando lhe dizem que o projecto para o edifício da zona da Boavista permite a manutenção do mercado tradicional. Em Julho, a associação lançou mesmo uma petição contra a concessão do equipamento. Ontem, o documento não atingia as 700 assinaturas.

O responsável da AFMRN não acredita que o futuro do Bom Sucesso mantenha os mesmos comerciantes que hoje tem, considerando improvável (conforme disse, em Julho, ao PÚBLICO), que seja possível "a convivência da venda de peixe com um hotel e escritórios".

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Desmantelamento do mercado de Rio Tinto inicia-se com feirantes divididos

Artigo do jornal Público















Foi com grande surpresa que os comerciantes do mercado de Rio Tinto, em Gondomar, assistiram ontem à operação de desmantelamento daquele que, para muitos, é local de trabalho há já 18 anos.O fim deste mercado vem sendo falado há meses, na sequência do projecto de construção de um fórum cultural.

No entanto, de acordo com o presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN), Fernando Sá, a câmara está a desrespeitar o acordo que estabeleceu com os comerciantes e que permitia o prolongamento da actividade comercial até ao fim do mês. "Os comerciantes negociaram e foi-lhes dito que tinham até ao final de Setembro para abandonar o local", conta Fernando Sá, acrescentando que, "hoje, polícias e funcionários camarários começaram a desmantelar o mercado".

De acordo com o presidente da AFMRN, há cerca de um mês, os feirantes foram transferidos para um terreno, próximo do mercado, onde está prevista a quadruplicação da linha ferroviária Contumil-Ermesinde. Esta foi, segundo Fernando Sá, uma acção estratégica da câmara, que "pretendia a transferência de todo o mercado". "Os comerciantes aperceberam-se de que iriam perder clientes com a feira ali tão perto", explica. "Por isso, alguns concluíram que o melhor era deslocarem-se para a feira", acrescenta o presidente da AFMRN.O anúncio do desmantelamento do mercado de Rio Tinto foi feito há um ano pela Câmara de Gondomar. "Alegaram que não fazia sentido haver um mercado naquela zona devido à existência de outras ofertas comerciais", justifica Fernando Sá.

"O que se prevê é a criação de um fórum cultural", acrescenta. Independentemente de concordar ou não com a transformação do mercado, Fernando Sá pede que os comerciantes não sejam esquecidos. "Nós, enquanto associação, não somos contra a criação do fórum, mas devem ser encontradas soluções para estes trabalhadores", afirma o presidente.

Soluções essas que a câmara afirma estar a preparar. Em declarações ao PÚBLICO, o vice-presidente da Câmara de Gondomar revelou que, apesar de ainda não existir acordo formalizado, está a ser elaborado um documento com as possibilidades dos comerciantes.

"Nem todos concordarão, mas aqueles que demonstraram vontade em continuar com a actividade, irão fazer a mudança", garante José Oliveira.Relativamente ao terreno onde está prevista a quadruplicação da linha da CP, a câmara afirma que "a obra ainda é só uma hipótese" e que, mesmo concretizada, "só irá afectar parte da feira e não a zona dos comerciantes".

Fernando Sá conta que os "comerciantes estão divididos". Alguns "já concordaram com a transferência; três deles estão decididos a recorrer aos tribunais", adianta.A candidata socialista à Câmara de Gondomar, Isabel Santos, considera "lamentável" a atitude da câmara, que "está a violar os princípios e a tentar fragilizar os comerciantes".

sábado, 29 de Agosto de 2009

Antiga Feira dos Farrapos ou novo “cemitério de feirantes”

Notícia de A Voz de Trás-os-Montes



Hoje completa-se dez meses desde que a Feira dos Farrapos passou para Lordelo. Dez meses de suplício para os feirantes que falam em quebras nas vendas superiores a 50 por cento. Apesar do ‘balão de oxigénio’ que representou a chegada dos emigrantes, muitos põem a hipótese de entregar o espaço e cerca de uma dezena já se despediu mesmo de décadas de trabalho em Vila Real.

O desânimo com as quebras nas vendas é uma constante entre os feirantes que, duas vezes por semana, montam a tenda na Feira do Levante, em Lordelo, espaço que acolheu a outrora chamada Feira dos Farrapos e que agora é mesmo chamada, entre alguns comerciantes, de “cemitério dos feirantes”.

O Nosso Jornal foi ao ‘Levante’ na última terça-feira do mês de Agosto, altura em que o negócio ganhou alguma força com a vinda dos emigrantes, e exactamente no dia em que se cumpriu dez meses da mudança para Lordelo. “Este mês foi um bocadinho melhor”, explicou José Adelino Ferreira, comerciante de calçado que há 25 anos faz a Feira do Levante, considerando, no entanto, que um mês de bom negócio não chega para colmatar uma quebra que, no seu caso, se aproxima dos 50 por cento.

“Lá em cima era muito melhor”, garantiu o feirante, criticando a falta de estacionamento para os clientes e as condições do espaço, que, apesar de novo, continua a exigir que os feirantes coloquem toldos para proteger a mercadoria do sol e da chuva.Apesar de considerar que outros mercados, como Alijó, Lamego ou Amarante, lhe dão mais retorno, José Adelino Ferreira não pensa desistir de fazer a feira dos farrapos porque é de Vila Real e esta não lhe exige grandes deslocações. Para outros, a realidade é outra. “Meu pai já pensou muitas vezes nisso”, explicou Filipe Osório que, com o pai, se dedica ao comércio de malas e faz a feira de Vila Real há mais de 30 anos.

Segundo o mesmo vendedor, para além da quebra nas vendas, também superior a 50 por cento, outro problema prende-se com a organização e fiscalização do espaço. “Muitos ultrapassam o espaço a que têm direito, o que dificulta a circulação das carrinhas” na altura de desmontar as tendas, explicou.Garantindo que os fiscais não fazem nada para que se cumpram as regras, os comerciantes lamentam que tenham que chegar às cinco da manhã para montar e só consigam deixar o espaço às cinco da tarde.

“Temos que estar à espera uns dos outros para descarregar e montar ou carregar e sair”, explicou ainda Américo Malta, comerciante de roupas de crianças que também contabiliza quebras superiores a 50 por cento nas vendas.O feirante sublinhou que noutras localidades, para além do nível de vendas ser maior, ainda “se paga bem menos pelo espaço”, um facto que só não o faz desistir de Vila Real por ser de cá.

Segundo António Silva Rodrigues, da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, são cerca de uma dezena os feirantes que já entregaram os seus espaços na Feira do Levante ou que estão à espera do final do mês de Agosto para o fazer. “Isto é um suicídio a médio/longo prazo”, explicou o feirante.“No início, os feirantes chamavam-na a Feira dos Cogumelos (devido à forma de cobertura das tendas), agora, muitos chamam-na de cemitério de feirantes”, lamentou Albano Cunha que, à semelhança de outros comerciantes, já fez várias diligências junto da Câmara Municipal para demonstrar o seu descontentamento, uma iniciativa que, não só não lhe adiantou de nada, como ainda resultou em algumas pressões por parte da empresa municipal que gere o espaço, a MERVAL.

Apesar de confirmar que o mês de Agosto trouxe um novo ânimo à feira, o comerciante, que há quase duas décadas vende CD’s e cassetes de música, fala em quebras na ordem dos 80 por cento.Relativamente às obras que a autarquia está a levar a cabo para o alargamento da Avenida da Noruega que, vão envolver a criação de mais uma via de circulação e exigir um investimento de mais de 250 mil euros (contando com a requalificação de arruamento, substituição de iluminação pública e a execução do prolongamento da rede de abastecimento de água), Albano Cunha explica que não vão resolver a confusão do tráfego no dia de feira, até porque a terceira via vai servir apenas os veículos de emergência que se deslocam para o Hospital de São Pedro e os autocarros.

“O que nasce tordo nunca se endireita”, considerou o feirante, classificando as obras como “remendos” que não vão resolver o problema de quebra das vendas.A Feira do Levante foi inaugurada em 27 de Novembro do ano passado, depois de um investimento de 800 mil euros, pensado de forma a “garantir melhores condições, mais conforto e comodidade para feirantes e clientes”, defendeu, na altura, Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila Real.No local antes ocupado pela Feira dos Farrapos, na Nossa Senhora da Conceição, estão a decorrer as obras para a construção de um jardim urbano.