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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Mercado em risco de ficar "sem nada"
O mercado municipal de Santo Tirso tem mais de metade das lojas fechadas mercê da falta de clientes. Comerciantes queixam-se que, sem negócios, as rendas são altas e ainda pioram mais a sua situação. A Câmara anuncia uma ajuda: vai baixar alugueres.
De tarde, estamos a olhar umas para as outras", atira uma vendedora. Não chegam clientes. Ou, então, assustam-se com a desertificação: mais de metade das lojas do mercado municipal de Santo Tirso estão fechadas.
Chega a ser confrangedor: dias há em que nem a entrada principal, na Avenida Sousa Cruz, oferece uma cor, sequer. De flores, de fruta. Apenas bancas vazias. Acontece, sobretudo, à segunda-feira, porque os vendedores apostam no lucro mais certo da feira semanal. "Costuma ser o melhor dia para a cidade. Para nós, é o pior", lamenta Virgínia Martins.
Delfina Gomes ergue uma mão: "Há uma padaria, três peixarias, um talho, uma florista e duas frutarias. Durante a semana é isto". Conta cerca de "16 lojas fechadas" no piso térreo. O inferior "está vazio". Apenas uma florista, num canto recôndito, esporadicamente. "Corre-se o risco de isto ficar sem nada", alerta Virgínia.
"Ali à frente [junto à entrada principal] não há nada. As pessoas chegam e nem entram. É como se formos a um centro comercial; se não se vê ninguém, vem-se para trás", compara a única talhante do mercado tirsense. Já ali teve concorrência, mas pereceu: "Fechou no ano passado. E estava aqui há mais de 40 anos", lembra Delfina, da peixaria Fininha, ela própria a ponderar desfecho semelhante, após quatro décadas no mercado.
"Houve um tempo, na altura do 25 de Abril, em que se ganhou bem a vida. Ultimamente, é uma desgraça. Estamos todos para fechar e ir embora. Não fazemos para as despesas", justifica a peixeira. Virgínia Martins especificaria, ainda: "As rendas não são acessíveis e ninguém vem para cá". O aluguer "baixou no ano passado, mas aquilo que fazemos não chega", queixa-se Delfina. "Pagava 34 contos, em dinheiro antigo. Agora pago só 30", especificou a comerciante. Ainda assim, diz, "é muito para o dinheiro que se faz".
Contudo, dentro de pouco mais de dois meses, Delfina será uma das contempladas com nova redução. "A partir de 30 de Abril é intenção da Câmara Municipal de Santo Tirso baixar em mais 10% todos alugueres", assegurou, ao JN, a autarquia.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
MERCADO DO BOLHÃO ESCORREGA EM MAIS UMA PROMESSA POLÍTICA

Direitos Reservados
A Associação Feiras e Mercados da Região Norte, face às recentes notícias na imprensa, sobre o Mercado do Bolhão, mostra a seguinte posição:
Uma casca de banana para os comerciantes e para os utilizadores do Mercado Bolhão, é como a Associação Feiras e Mercados da Região Norte, classifica a promessa lançada em 2009, pela Câmara do Porto, para a intervenção no Mercado do Bolhão, com apoio do Igespar.Para além de adiada e indefinida data para o início das obras, afinal o orçamento da Câmara do Porto, prevê 1 milhão de euros para fazer face aos custos dos novos estudos e projectos, tal como anunciado recentemente no orçamento municipal, ao contrário do exposto 2009, pelo Presidente da Câmara, de que a assinatura do protocolo com o Igespar, permitiria elaborar um projecto sem custos para o Município e com prazos bem definidos.
Associação Feiras e mercados da Região Norte, considera este processo “um castigo para os comerciantes, para os utilizadores, e para a cidade do Porto, num abandono e num silêncio fora do normal”.
Com falta de respostas, vários associados, comerciantes do Mercado do Bolhão, apontam a solução para o mercado, sugerindo várias vezes a aplicação do projecto do arquitecto Joaquim Massena que está já aprovado pelo Ministério da Cultura, pela Câmara do Porto e já pago pelos cofres do Câmara.
Os utilizadores e os comerciantes estão baralhados, desesperados e impacientes por respostas, querendo trabalhar, numa altura em que a gestão da cidade se faz no silêncio, sem ouvir as pessoas e utilizadores.
Recorde-se que a primeira promessa assumida pelo Presidente Dr. Rui Rio, datava de 2005, referenciando que a reabilitação do Mercado do Bolhão estaria para breve, o que resultou em 2008, numa enorme convulsão na cidade, dadas as posições assumidas pela empresa TCN na demolição de todo o interior do Mercado do Bolhão e transformação num shopping center.
Porto, 8 de Fevereiro 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Festa da Laranja volta ao Mercado Municipal de Portimão de 25 a 30 de Janeiro

Durante uma semana, de segunda-feira a sábado, os clientes poderão adquirir este citrino a preço especial, tendo ainda a oportunidade de assistir a demonstrações culinárias e de experimentar o sabor genuíno da laranja algarvia, numa acção que contará com a colaboração dos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, em ambos os períodos de abertura do Mercado – de manhã e à tarde.Em 2009, na semana em que decorreu a Festa da Laranja, foram transaccionadas 12 toneladas de citrinos, mais um terço relativamente a 2008, com uma média de duas toneladas por dia.O Mercado Municipal de Portimão funciona no seguinte horário: das 07h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h00, excepto aos sábados, dias em que se encontra aberto das 07h00 às 14h00. Os clientes dispõem de parque de estacionamento, gratuíto durante a primeira hora.A Festa da Laranja é uma co-organização entre a Comissão das Hortofrutícolas e o Mercado Municipal de Portimão, contando com o apoio da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão – Turismo de Portugal.
domingo, 17 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Declarações ao Jornal Destak de Fernando Sá

«Fernando Sá acusou ‘a Câmara do Porto de «não estar interessada em gerir mercados’ e qualificou de ‘atentado’ o projecto da Eusébios para renovar um dos espaços emblemáticos da Invicta.A ‘esperança’ do presidente da AFMRN reside agora ‘no parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), que tem de aprovar o projecto’. Fernando Sá manifestou-se ainda ’surpreendido’ pelo ministro das Finanças não ter respondido a uma carta enviada pela Associação para sensibilizar Teixeira dos Santos para o projecto no Bom Sucesso». [...]
«Isto está tudo mais complicado. Quando até o governo ajuda, pouco há a fazer». (Destak 12 de Janeiro de 2010).
Bragança :Feira será instalada definitivamente

terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Bragança: feirantes em protesto contra as más condições da feira
Visualize o video da reportagem na feira de Bragança da RTP no Jornal da Tarde Clique aqui
Noticia a visualizar aos 7 min. do video
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Associação presta serviços de apoio ao Modcom
Para obter mais informações, poderá entrar em contacto para:
- afmrnorte@gmail.com
- 910496225
Poderemos fazer uma análise prévia do enquadramento do seu projecto!
Não perca esta oportunidade para desenvolver o seu negócio!
sábado, 9 de janeiro de 2010
Feira da Vandoma -Porto
Clique nas fotos para aumentar
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
País - Feirantes de Gaia em protesto contra novas taxas - RTP Noticias, Vídeo
Os feirantes do concelho de Gaia manifestaram-se esta sexta-feira contra as novas taxas de aluguer dos espaços de venda. Os aumentos das rendas são superiores a 100 por cento. A autarquia alargou por dez dias o prazo de pagamento.
8 DE JANEIRO DE 2010-1º ANIVERSÁRIO - ASSOCIAÇÃO FEIRAS E MERCADOS DA REGIÃO NORTE
Um ano intenso, pautado pela manutenção e reforço das Feiras e Mercados na Região Norte.
Um ano forte em diálogo, com os Feirantes, Comerciantes e Instituições Públicas e Privadas, pretendendo fortalecer a actividade económica, social e cultural.
Um ano de causas, pelas Feiras e Mercados, demonstrando que a sua preservação e o seu reforço, trará maior qualidade de vida à Sociedade.
A Associação, continuará no futuro, cada vez mais forte e coesa na defesa dos interesses dos Feirantes e Comerciantes, na defesa da Identidade do nosso País.
Bem Haja,Os nossos cumprimentos,
Fernando Sá
Presidente da Associação Feiras e Mercados da Região Norte
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Norte:Feirantes não escoaram artigos e pedem ajuda

Perante os últimos cenários climatéricos, muitos foram os sectores afectados pela neve, vento e chuva. O comércio ambulante é um deles e a Associação Feiras e Mercados Região Norte (AFMRN) já veio pedir publicamente ajuda ao Governo, para a “diminuição de prejuízos” registados numa das melhores alturas do ano para o sector. A não realização de feiras, ou a impossibilidade dos feirantes se deslocarem a diversos pontos da região, levou esta associação a apelar ao “bom-senso” e pedir a isenção de tarifas para os feirantes que não puderam comercializar os seus produtos.
Com os nevões e os fortes ventos e chuvas, os feirantes vêem-se condicionados, tanto no acesso aos núcleos urbanos onde se realizam os mercados, como nas condições que encontram no local de trabalho, por vezes impróprias para expor os seus produtos. Fernando Sá, presidente da AFMRN, sublinhou que, “geralmente, os comerciantes aguardam os meses de Agosto e Dezembro para aumentar o seu negócio, mas devido ao mau tempo que se fez sentir no último mês do ano passado a maioria não conseguiu escoar os seus artigos”.
Com este cenário, a AFMRN pede que sejam revistas as tarifas para a utilização do espaço, já que a diminuição de receitas obriga a um maior esforço por parte dos feirantes no cumprimento das rendas junto da empresa municipal responsável pelo espaço.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
BOM DIA PORTUGAL - Vídeos Multimédia RTP
Associação Feiras e Mercados da Região Norte é noticiada numa reportagem da RTP na feira de Vila Real sobre os prejuízos do ano 2009, agravados com a deslocação da feira.
Nota: visualizar aos 6mim e 18 s do video
domingo, 3 de janeiro de 2010
Associação de Feiras e Mercados da Região Norte pede apoio para prejuízos do mau tempo
A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte vai pedir apoio ao Ministério da Economia para ressarcir os comerciantes dos prejuízos causados pelo mau tempo na época natalícia, disse hoje à Lusa o seu presidente.
Fernando Sá adiantou que a neve, a chuva e o vento sentidos em toda a região norte, com especial incidência em Trás-os-Montes, "impediram os feirantes de montar as tendas ou de se deslocar aos locais, e provocaram uma forte debandada dos consumidores". "
Em 2009, a actividade dos feirantes decresceu 50 por cento e as intempéries de Dezembro vieram agravar esta queda", afirma, frisando que em Portugal não é só a agricultura que precisa de apoio.
Fernando Sá, que preside ao organismo com sede no Porto, diz que os prejuízos sofridos pelo sector, especialmente numa zona que vai de Trás-os-Montes a Aveiro e Viseu passando pelo Alto Minho, poderiam ser contabilizados pelo Governo, em colaboração com os municípios e as associações representativas dos feirantes.
"Os feirantes sabem quanto perderam porque continuam com as carrinhas cheias de mercadoria e os municípios podem ajudar porque sabem que várias feiras não puderam realizar-se", salienta.
Acrescenta que houve feirantes com toldos destruídos pelo vento e com a mercadoria estragada pelas chuvadas, ou por terem sido ultrapassados os prazos de validade, no caso dos perecíveis.
O responsável defende que uma quebra de vendas de 50 por cento em termos nacionais "é uma calamidade", mas garante que houve zonas, como o concelho de Vila Real onde a mudança da feira para Lordelo afastou os consumidores e causou uma quebra de vendas de 70 por cento.
A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte actua numa área que abrange 86 concelhos, uma parte deles da zona norte dos distritos de Aveiro, e de Viseu e os restantes dos distritos a sul do Douro.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Almoço de Natal nos Mercados de Angeiras e Matosinhos
O Presidente da Câmara, Dr. Guilherme Pinto, marcou presença no almoço de Natal do Mercado de Matosinhos que se realizou hoje, dia 23 de Dezembro, pelas 12.30 horas, nas instalações do próprio Mercado.
Já ontem, o autarca fez questão de participar no almoço de Natal do Mercado de Angeiras, aproveitando o momento para confraternizar e desejar umas festas felizes aos operadores daquela estrutura municipal localizada na freguesia de Lavra. Ao lado do Presidente da Câmara, esteve também o Vice-Presidente, Dr. Nuno Oliveira, responsável pelo Pelouro da Promoção da Economia Local.
Com o intuito de divulgar os produtos locais e regionais, bem como atrair novos clientes para os Mercados municipais, assim reforçando a actividade comercial destes espaços, e também a do concelho de Matosinhos, a Câmara Municipal de Matosinhos tem vindo a realizar diversas acções que começam a produzir os impactos esperados.
O fortalecimento da relação de confiança mútua entre os operadores destas estruturas comerciais e a autarquia é um dos impactos esperados de todas as acções desenvolvidas, já que, como é sabido, o comércio tradicional tem vindo a ressentir-se da influência dos novos formatos de comercialização e aproximação ao cliente, necessitando de se renovar e reinventar.
Celebrando o período do Natal e a relação de confiança reforçada entre a autarquia e os operadores dos Mercados Municipais de Matosinhos, o executivo municipal mais uma vez desejou, desta forma, boas festas a todos os que lá trabalham, suas famílias e seus clientes.
VILA REAL- Feira do Levante continua a levantar problemas
Labirinto de carrinhas
Regressando ao interior do espaço comercial, se pretende fazer compras tenha em atenção que o melhor será entre as 9h30 e as 12h. Antes e depois desse horário, o mais fácil é que, entrando na Feira do Levante, confunda o espaço com um “labirinto de carrinhas”. O problema também foi levantado nos primeiros dias após a inauguração, mas a isso ainda não deu resposta o município.
O espaço destinado à circulação, quer automóvel quer pedonal, torna-se intransitável nos horários em que os feirantes carregam e descarregam os seus artigos. Para ajudar na solução deste problema:
A Associação Feiras e Mercados Região Norte (AFMRN) sugeriu a construção de uma via exterior ao recinto no jardim adjacente ao espaço, criando assim “uma espécie de via de emergência”. “O objectivo é poder fazer com que os feirantes circulem, porque estamos todas as semanas com o problema de que enquanto os feirantes que se encontram junto às entradas não carregam ou descarregam a mercadoria, os restantes têm de esperar para poder sair do recinto, o que chega a demorar horas”, explicou Silva Rodrigues, representante da AFMRN.
Este pedido foi formulado junto dos responsáveis pela MERVAL, que “mostraram receptividade à proposta e compreensão pelos receios dos comerciantes”. “Se houver uma questão de emergência não há uma saída, nem uma entrada possível para socorrer as pessoas”, referiu Silva Rodrigues.
Clandestinos e preços elevados
Lembrando que “nem tudo é mau”, porque “tem havido disponibilidade dos responsáveis municipais para resolver as lacunas do espaço”, o representante da AFMRN salientou que “ainda há falhas” que teimam em manter-se. “Os clandestinos que se encontram a vender junto à entrada principal da feira chegam ao cúmulo de montar plásticos para se abrigarem quando chovem e outros usam a paragem do autocarro”, descreveu Silva Rodrigues, sublinhando a “injustiça face a quem paga”.
Se aos maus cheiros que acompanhavam o negócio durante os primeiros meses de actividade no local, o mesmo ainda não aconteceu em relação a outra queixa dos comerciantes. “A mudança provocou uma quebra de receitas para os feirantes e, por isso, solicitámos que fossem revistas as taxas que pagamos pelos lugares”, adiantou o responsável pela AFMRN. Embora ainda não tivessem recebido uma resposta favorável, Silva Rodrigues lembrou as palavras do autarca de Vila Real, para justificar a esparança na redução dos cerca de 6 euros pagos por cada metro quadrado. “A câmara vai estudar o assunto e, se perceber que há dificuldades por parte dos comerciantes, temos também que olhar para isso. Não podemos ficar indiferentes”, garantiu Manuel Martins, aquando da inauguração da Feira do Levante.
O Mensageiro tentou ouvir o vereador Domingos Madeira Pinto, responsável por esta área, mas não foi possível antes do fecho desta edição.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Esposende:Feira quinzenal ás segundas-feiras
ESPOSENDE (PRESSPOINT) – Após um período experimental em que vinha a realizar-se alternadamente ao sábado e à segunda-feira, quinzenalmente, a feira de Esposende vai retomar a realização habitual, ou seja, à segunda-feira, de quinze em quinze dias. Esta medida entrará em vigor já a partir do próximo mês de Janeiro e resulta da auscultação que a Câmara Municipal de Esposende efectuou junto dos feirantes e clientes, no sentido de apurar o grau de satisfação relativamente à realização da feira nos dois dias. A maioria dos inquiridos, cerca de 92%, não considera vantajosa a ocorrência da feira em dias distintos, pelo que a Autarquia repensou esta medida e optou pela descontinuidade da feira ao sábado. Deste modo, a feira quinzenal retorna ao agendamento inicial, quinzenalmente à segunda-feira, de acordo com o Regulamento Municipal. Recorde-se que com a alteração do local da feira para o novo recinto, nos terrenos contíguos à Central de Camionagem, a Câmara Municipal determinou que a feira se realizasse, em regime experimental durante o ano de 2009, também ao sábado, alternando com a de segunda-feira. Esta medida, à data, foi tida como importante no sentido de dar um novo dinamismo à feira quinzenal e de promover um evento que se entende como fundamental no contexto das actividades económicas concelhias.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Mercado da Ribeira - Artigo Jornal de Notícias
"Queremos ir para o mercado da Ribeira!", sai a orientação para o taxista. "Para onde?", surge a interrogação em forma de dúvida de quem não está "a ver muito bem onde fica" o destino pretendido.
"Suponho que é aqui que querem ficar", volta a ouvir-se a voz, em tom de hesitação, junto a um dos pilares da ponte Luís I.
É ali mesmo, na esplanada sobre o rio Douro, que os turistas sacam das máquinas fotográficas e elogiam as "excelentes vistas" do Porto nas diferentes línguas de origem. Mas ninguém, repito, ninguém, repara que por baixo da estrutura existe um mercado. A sinalética - em frente à escultura evocativa da queda da Ponte das Barcas -, a apontar o "mercado da Ribeira" para o rio não ajuda.
Ontem de manhã, as 16 bancas do mercado que foram obrigadas a mudar de poiso por altura da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, estavam fechadas. "Isso já está assim há muito tempo", diz, ao JN, uma comerciante, com espaço rente ao cais da Ribeira. "Enquanto as barraquinhas estavam junto à estrada, o povo ainda parava. Agora, escondidos, ninguém compra", explica.
Das 16 bancas, 15 estão ocupadas mas só três abrem regularmente, diz fonte da Câmara do Porto em comunicado. E acrescenta: "A grande maioria dos ocupantes é de idade avançada e o horário é bastante alargado. Muitos ocupantes não abrem sistematicamente o seu espaço durante o dia".
"O negócio está tão mau que, para compensar o sábado que trabalho, não tenho aberto a banca à segunda-feira", justifica uma das comerciantes resistentes, Beatriz de Sousa, garantindo que chega a "não fazer negócio suficiente para pagar o aluguer do espaço". "Cerca de 45,90 euros, mais a luz", especifica. "Fomos metidos num buraco", reforça Beatriz de Sousa, atribuindo a situação à concorrência desleal das "vendedoras clandestinas" que ocupam os seus antigos espaços, à face da estrada.
Também Fernando Sá, presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, critica o facto de terem "modernizado o mercado, desenquadrando-o da zona e do espírito turístico".
Ainda assim, para o mesmo responsável, a solução para o espaço poderá passar por "um prolongamento das bancas na frente ribeirinha, com estruturas mais apelativas". "Parecido com o que Catarina Portas fez nos quiosques temáticos, em Lisboa".
A Autarquia alega, ao JN, que já efectuou "um inquérito de satisfação aos ocupantes (das bancas), aguardando pelas conclusões".
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Câmara Municipal de Melgaço sorteia 3 lugares para a feira
O prazo de entrega do formulário e dos documentos terminará ano dia 12 de Outubro.
Assim sendo, solicitamos a vossa colaboração para uma melhor divulgação, junto dos feirantes.
Aos feirantes interessados por favor contactar:
Associação de Feiras e Mercados da Região Norte