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domingo, 8 de janeiro de 2023

8 de Janeiro -14º Aniversário da Fundação da AFMRN-Associação Feiras e Mercados da Região Norte

 

Caríssimos Associados!

Este dia de festa é essencialmente nosso. 

Já são 14 anos de luta e perseverança na defesa dos interesses dos nossos Associados-Feirantes e Mercadores- sobretudo em momentos difíceis, recentemente com as restrições impostas pelo Covid e agora e nos próximos meses que se avizinham com a escalada de preços, as actualizações de taxas pelos Municípios e todas as dificuldades associadas à atual situação económico financeira do nosso país.

Não desistimos, não baixamos os braços. 

Seguiremos juntos para a manutenção desta atividade, desta profissão, deste pedaço de história e da grande esperança no futuro!

P´Direcção

Fernando Sá

sábado, 9 de janeiro de 2010

Feira da Vandoma -Porto


Clique nas fotos para aumentar


Hoje visitei uma feira que se realiza na cidade do Porto todos os sábados de manhã, denominada Feira da Vandoma.
Vi uma feira cheia de gente em volta dos mais variados produtos á venda, gente curiosa, mas também clientes habituais, sempre á espreita de alguma pechincha, coisas quase todas usadas da mais variada espécie.
O que mais me agradou, foi ver uma enorme Vida em volta daquela zona da Cidade, com uma feira e com feirantes como actores, assim sim, vi dinamizada a Cidade do Porto.
Porque não se pega neste exemplo, e façam espalhar pela Cidade feiras como esta, ou outras dos mais variados produtos, como existem em todas as Cidades da Europa, e, concerteza os autarcas verão que se pode dinamizar as Cidades, trazendo o Povo para a rua e, com poucos custos.
Fernando Sá -Presidente

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mercado da Ribeira - Artigo Jornal de Notícias

"Queremos ir para o mercado da Ribeira!", sai a orientação para o taxista. "Para onde?", surge a interrogação em forma de dúvida de quem não está "a ver muito bem onde fica" o destino pretendido.

"Suponho que é aqui que querem ficar", volta a ouvir-se a voz, em tom de hesitação, junto a um dos pilares da ponte Luís I.

É ali mesmo, na esplanada sobre o rio Douro, que os turistas sacam das máquinas fotográficas e elogiam as "excelentes vistas" do Porto nas diferentes línguas de origem. Mas ninguém, repito, ninguém, repara que por baixo da estrutura existe um mercado. A sinalética - em frente à escultura evocativa da queda da Ponte das Barcas -, a apontar o "mercado da Ribeira" para o rio não ajuda.

Ontem de manhã, as 16 bancas do mercado que foram obrigadas a mudar de poiso por altura da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, estavam fechadas. "Isso já está assim há muito tempo", diz, ao JN, uma comerciante, com espaço rente ao cais da Ribeira. "Enquanto as barraquinhas estavam junto à estrada, o povo ainda parava. Agora, escondidos, ninguém compra", explica.

Das 16 bancas, 15 estão ocupadas mas só três abrem regularmente, diz fonte da Câmara do Porto em comunicado. E acrescenta: "A grande maioria dos ocupantes é de idade avançada e o horário é bastante alargado. Muitos ocupantes não abrem sistematicamente o seu espaço durante o dia".

"O negócio está tão mau que, para compensar o sábado que trabalho, não tenho aberto a banca à segunda-feira", justifica uma das comerciantes resistentes, Beatriz de Sousa, garantindo que chega a "não fazer negócio suficiente para pagar o aluguer do espaço". "Cerca de 45,90 euros, mais a luz", especifica. "Fomos metidos num buraco", reforça Beatriz de Sousa, atribuindo a situação à concorrência desleal das "vendedoras clandestinas" que ocupam os seus antigos espaços, à face da estrada.

Também Fernando Sá, presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, critica o facto de terem "modernizado o mercado, desenquadrando-o da zona e do espírito turístico".

Ainda assim, para o mesmo responsável, a solução para o espaço poderá passar por "um prolongamento das bancas na frente ribeirinha, com estruturas mais apelativas". "Parecido com o que Catarina Portas fez nos quiosques temáticos, em Lisboa".

A Autarquia alega, ao JN, que já efectuou "um inquérito de satisfação aos ocupantes (das bancas), aguardando pelas conclusões".

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Associação de Feiras e Mercados tem dúvidas sobre aprovação do projecto do Bom Sucesso
















NOTÍCIA PÚBLICO
Jornalista Patrícia Carvalho
A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN) duvida que o projecto de requalificação previsto para o Mercado do Bom Sucesso, no Porto, venha a merecer a aprovação do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), através da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN).

O presidente da AFMRN, Fernando Sá, explica que esteve presente numa reunião, na semana passada, com representantes da DRCN, em que lhe foram transmitidas algumas incertezas sobre a exequibilidade do projecto apresentado pela empresa Eusébios SA, vencedora do concurso público lançado pela câmara para a concessão do mercado.

"O que nos foi transmitido é que, das duas propostas apresentadas ao concurso, aprovou-se esta porque era o mal menor. A outra destruía mesmo o edifício na totalidade, e esta preserva o equipamento e parte do mercado tradicional", diz.

Segundo Fernando Sá, os responsáveis da DRCN frisaram que apenas "aprovaram" o programa base apresentado a concurso, sendo ainda necessário aprovar o projecto de arquitectura.

"Mediante o projecto é que se vão pronunciar em definitivo, mas também disseram ter dúvidas sobre a possibilidade de construir lá dentro um hotel com viabilidade", diz. O PÚBLICO tentou, por várias vezes ao longo das últimas semanas, ouvir a DRCN sobre o processo do Bom Sucesso, mas tal não foi possível.

Para Fernando Sá, a DRCN "está a ser enganada", quando lhe dizem que o projecto para o edifício da zona da Boavista permite a manutenção do mercado tradicional. Em Julho, a associação lançou mesmo uma petição contra a concessão do equipamento. Ontem, o documento não atingia as 700 assinaturas.

O responsável da AFMRN não acredita que o futuro do Bom Sucesso mantenha os mesmos comerciantes que hoje tem, considerando improvável (conforme disse, em Julho, ao PÚBLICO), que seja possível "a convivência da venda de peixe com um hotel e escritórios".