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sábado, 8 de janeiro de 2022

13º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA AFMRN


 08 Janeiro 2009 | 08 Janeiro 2022 | 13º Aniversário

Parabéns à AFMRN- Associação de Feiras e Mercados da Região!

Parabéns por mais um ano de lutas incessantes pelos nossos associados. São já 13 anos, e que duros têm sido, sobretudo estes dois últimos debaixo de dificuldades quase diárias provocadas pelo Covid-19.

Em dia de festa não podemos deixar de agradecer a todos os que acreditam e lutam ao nosso lado, dia após dia, ano após ano.

Queremos também agradecer a todos os nossos associados por confiarem em nós e no nosso trabalho.

Aos demais, àqueles que continuam à sombra do que a AFMRN, os seus dirigentes e os seus associados fazem, do esforço que empreendem, da dedicação desmedida, lamentamos não fazerem ainda parte desta maravilhosa equipa cujo objectivo é essencialmente um: Melhorar e dignificar a vida dos feirantes e dos comerciantes deste nosso Norte. Venham!

P´Direcção,

Fernando Sá

domingo, 8 de janeiro de 2017

8º ANIVERSÁRIO - O8 DE JANEIRO DE 2017




Caríssimos (as) Associados(as)

        Hoje é o dia em que a AFMRN-Associação Feiras e Mercados da Região Norte, celebra 8 ANOS da sua curta mas rica existência.

É mais um dia em que nos perguntamos: o porquê desta existência?

Porque é uma das profissões mais antigas do mundo.

Porque os Feirantes e Mercadores são uma classe de trabalhadores nem sempre escutada.

Porque as Feiras e os Mercados são parte integrante da cultura de um Povo.

Porque as Feiras e os Mercados são a origem de muitas Cidades.

Porque as Feiras e os Mercados são tradição. São história.

Porque são o presente. São o futuro.

Mas este futuro precisa de Estrutura, precisa de Organização, precisa do Associativismo, precisa da AFMRN- Associação de Feiras e Mercados da Região Norte.

Cremos pois, que temos de dar os parabéns à N/ Associação, dar os parabéns aos Feirantes, aos Comerciantes, aos Mercadores, aos Artesãos e Colaboradores, mas sobretudo aos N/ Associados e seus Dirigentes que são a N/razão de existir. Somos por vocês e para vocês.

Parabéns e para todos um Bom Ano de 2017.

P´DIRECÇÃO,
PRESIDENTE- FERNANDO SÁ


segunda-feira, 30 de julho de 2012

João Barreta:Mercados Municipais em Portugal: Cenários Prováveis para 2030


A AFMRN divulga trabalho de João Barreta sobre Mercados Municipais em Portugal





Mercados Municipais em Portugal: Cenários Prováveis para 2030


Ultrapassando três centenas, os Mercados Municipais, em Portugal, enquanto equipamentos do sector do comércio a retalho, têm vindo a perder, nas últimas décadas, o protagonismo e a importância que detinham no que se refere ao abastecimento das
populações locais.
As evoluções verificadas, tanto a nível da oferta comercial, com o aparecimento de novos formatos dotados de outros argumentos, bem como as mudanças de comportamento e hábitos de compra e as preferências dos consumidores aliadas às necessidades e prioridades da sociedade atual, são fatores marcantes do presente (e, decerto, do futuro) dos Mercados no panorama do sector da distribuição.
As dinâmicas territoriais serão, acima de tudo, o corolário das dinâmicas evidenciadas pelos respetivos atores, sendo que pelo enquadramento que os Mercados Municipais detêm nos espaços urbanos em que se inserem, tratar-se-á de um equipamento com
múltiplas potencialidades, algumas desconhecidas, muitas ignoradas e tantas outras, ainda, por explorar.
Os diagnósticos já efetuados, mais ou menos aprofundados, mais ou menos fundamentados, mais ou menos atualizados, permitem evidenciar uma situação de referência que se consubstancia num enorme desafio, o qual poderá ser superado, ou não, de acordo com o “investimento” que efetivamente se pretenda levar a efeito. Traçar cenários para aquilo que poderão ser os Mercados (Municipais?) em 2030, mais do que um exercício de prospetiva, constitui uma via conducente à sensibilização e alerta dos diversos atores envolvidos no “problema”, sendo que o que importa enaltecer é o papel e a(s) responsabilidade(s) que cada um – Administração (Central e Local),
Estruturas Associativas, Operadores / Comerciantes e (…) outros, irá protagonizar em qualquer um dos cenários (e suas derivações) delineados.
Neste contexto, identificadas algumas das funções, porventura, menos percetíveis dos Mercados (fomentam economias de escala, regulam (localmente) a concorrência e os preços, geram efeitos positivos no espaço envolvente, funcionam como plataforma de
distribuição do produto local, entre outras), não descurando uma análise SWOT que, fácil e rapidamente, é suscetível de reunir largo consenso, importará levantar um conjunto de questões, tidas como mais pertinentes, e cuja discussão e reflexão conjunta, por parte dos
atores envolvidos e/ou a envolver, ajudará a desenhar e fundamentar os cenários prováveis.
Num primeiro nível, poder-se-ão colocar questões como sejam, por exemplo: Será que a extinção dos Mercados poria em causa o abastecimento das populações locais?; Haverá mercado para os Mercados?; Conhecerão os seus clientes e respetivas necessidades?;
Serão um formato comercial sustentável?; Terão as Câmaras Municipais vocação para gerir “Comércio”?; Deverão os Mercados permanecer Municipais?. Num outro nível, poder-se-ão colocar outras questões (ou hipóteses de trabalho), para
perspetivar futuros possíveis, como sejam, por exemplo: Devem ser encarados como espaços relacionais e “estruturadores” de bairros, vilas e cidades?; Devem ser transformados no expoente máximo da “qualidade de vida”, por via da aceitação da sua credibilidade como principal meio de abastecimento saudável de produtos frescos?; Constituí-los como loja-âncora do centro das cidade?; Privilegiá-los como “veículo” de divulgação e envolvimento ativo das populações locais, em temas emergentes relacionados com “saúde pública urbana” (segurança alimentar, ambiente e desenvolvimento sustentável, assistência e apoio social, pobreza e exclusão social,
comércio justo, comércio étnico, etc…)?
Da reflexão resultante das vastas “possibilidades” que as questões colocadas sugerem, bem como daquilo que tem sido e que se conhece do pensamento dominante por parte dos vários atores, resulta uma síntese de ideias, conceitos, pensamentos e/ou meras opiniões, mas que se afiguram determinantes como elementos-chave cruciais para o pretendido exercício de cenarização.
Cumulativamente, e ponderando itens tidos como mais evidentes em dois eixos fundamentais – Urbanismo/Cidade e Atividade Económica/Comércio, a saber, vivência no espaço urbano; e turismo, cultura e património, no primeiro; e economia local; e
socialização, no segundo, obtêm-se os distintos “caminhos” ou posicionamentos de possíveis futuros para aquilo que poderão ser os Mercados, assim o determine a ação (aqui no sentido de “investimento”) dos atores implicados.
Em síntese, os cenários possíveis para os Mercados, para o horizonte temporal de 2030, serão:
• Cenário 1 – Investir Desistindo (“Não os Matem, que Eles Morrem”)
• Cenário 2 – Investir Desinvestindo (“Vão-se os Anéis, Ficam os Dedos”)
• Cenário 3 - Investir Coexistindo (“Se Não os Vences, Junta-te a Eles”)
• Cenário 4 – Investir Investindo (“(…) Via Barcelona”)
Comum a todos os cenários surge o termo “investir”, no sentido de tentar contribuir para uma melhor sensibilização dos atores para a ação, seja pela mera inação (Cenário1), seja pela simples manutenção do status quo (Cenário 2), seja pela crescente interiorização das dinâmicas atuais e emergentes do setor do Comércio (Cenário 3), seja, por último, pela indispensável consciencialização de que também nos Mercados, para acautelar o seu futuro, é crucial investir em inovação e empreendedorismo.
Por fim, e apesar da evidência de que não haverá cenários ideais, mas apenas caminhos a seguir consoante a(s) realidades(s) patenteada(s) por cada Mercado, propõe-se uma ferramenta metodológica com vista à definição de alvos prioritários de ação, a partir da
identificação das áreas (oportunidades) que interessará reforçar de imediato, aprofundar ou explorar, de acordo com pontos fortes detidos e, previamente, identificáveis. Apesar dos valores, usos e tradições que consigo arrastam, os Mercados com fortes raízes no Passado, são Comércio do Presente, com clara vocação de Futuro, assim se queiram pensar, trabalhar e, acima de tudo, neles “investir”!

Mercados Municipais em Portugal Cenários para 2030 Versão Completa

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mercado da Ribeira - Artigo Jornal de Notícias

"Queremos ir para o mercado da Ribeira!", sai a orientação para o taxista. "Para onde?", surge a interrogação em forma de dúvida de quem não está "a ver muito bem onde fica" o destino pretendido.

"Suponho que é aqui que querem ficar", volta a ouvir-se a voz, em tom de hesitação, junto a um dos pilares da ponte Luís I.

É ali mesmo, na esplanada sobre o rio Douro, que os turistas sacam das máquinas fotográficas e elogiam as "excelentes vistas" do Porto nas diferentes línguas de origem. Mas ninguém, repito, ninguém, repara que por baixo da estrutura existe um mercado. A sinalética - em frente à escultura evocativa da queda da Ponte das Barcas -, a apontar o "mercado da Ribeira" para o rio não ajuda.

Ontem de manhã, as 16 bancas do mercado que foram obrigadas a mudar de poiso por altura da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, estavam fechadas. "Isso já está assim há muito tempo", diz, ao JN, uma comerciante, com espaço rente ao cais da Ribeira. "Enquanto as barraquinhas estavam junto à estrada, o povo ainda parava. Agora, escondidos, ninguém compra", explica.

Das 16 bancas, 15 estão ocupadas mas só três abrem regularmente, diz fonte da Câmara do Porto em comunicado. E acrescenta: "A grande maioria dos ocupantes é de idade avançada e o horário é bastante alargado. Muitos ocupantes não abrem sistematicamente o seu espaço durante o dia".

"O negócio está tão mau que, para compensar o sábado que trabalho, não tenho aberto a banca à segunda-feira", justifica uma das comerciantes resistentes, Beatriz de Sousa, garantindo que chega a "não fazer negócio suficiente para pagar o aluguer do espaço". "Cerca de 45,90 euros, mais a luz", especifica. "Fomos metidos num buraco", reforça Beatriz de Sousa, atribuindo a situação à concorrência desleal das "vendedoras clandestinas" que ocupam os seus antigos espaços, à face da estrada.

Também Fernando Sá, presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, critica o facto de terem "modernizado o mercado, desenquadrando-o da zona e do espírito turístico".

Ainda assim, para o mesmo responsável, a solução para o espaço poderá passar por "um prolongamento das bancas na frente ribeirinha, com estruturas mais apelativas". "Parecido com o que Catarina Portas fez nos quiosques temáticos, em Lisboa".

A Autarquia alega, ao JN, que já efectuou "um inquérito de satisfação aos ocupantes (das bancas), aguardando pelas conclusões".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desmantelamento do mercado de Rio Tinto inicia-se com feirantes divididos

Artigo do jornal Público















Foi com grande surpresa que os comerciantes do mercado de Rio Tinto, em Gondomar, assistiram ontem à operação de desmantelamento daquele que, para muitos, é local de trabalho há já 18 anos.O fim deste mercado vem sendo falado há meses, na sequência do projecto de construção de um fórum cultural.

No entanto, de acordo com o presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN), Fernando Sá, a câmara está a desrespeitar o acordo que estabeleceu com os comerciantes e que permitia o prolongamento da actividade comercial até ao fim do mês. "Os comerciantes negociaram e foi-lhes dito que tinham até ao final de Setembro para abandonar o local", conta Fernando Sá, acrescentando que, "hoje, polícias e funcionários camarários começaram a desmantelar o mercado".

De acordo com o presidente da AFMRN, há cerca de um mês, os feirantes foram transferidos para um terreno, próximo do mercado, onde está prevista a quadruplicação da linha ferroviária Contumil-Ermesinde. Esta foi, segundo Fernando Sá, uma acção estratégica da câmara, que "pretendia a transferência de todo o mercado". "Os comerciantes aperceberam-se de que iriam perder clientes com a feira ali tão perto", explica. "Por isso, alguns concluíram que o melhor era deslocarem-se para a feira", acrescenta o presidente da AFMRN.O anúncio do desmantelamento do mercado de Rio Tinto foi feito há um ano pela Câmara de Gondomar. "Alegaram que não fazia sentido haver um mercado naquela zona devido à existência de outras ofertas comerciais", justifica Fernando Sá.

"O que se prevê é a criação de um fórum cultural", acrescenta. Independentemente de concordar ou não com a transformação do mercado, Fernando Sá pede que os comerciantes não sejam esquecidos. "Nós, enquanto associação, não somos contra a criação do fórum, mas devem ser encontradas soluções para estes trabalhadores", afirma o presidente.

Soluções essas que a câmara afirma estar a preparar. Em declarações ao PÚBLICO, o vice-presidente da Câmara de Gondomar revelou que, apesar de ainda não existir acordo formalizado, está a ser elaborado um documento com as possibilidades dos comerciantes.

"Nem todos concordarão, mas aqueles que demonstraram vontade em continuar com a actividade, irão fazer a mudança", garante José Oliveira.Relativamente ao terreno onde está prevista a quadruplicação da linha da CP, a câmara afirma que "a obra ainda é só uma hipótese" e que, mesmo concretizada, "só irá afectar parte da feira e não a zona dos comerciantes".

Fernando Sá conta que os "comerciantes estão divididos". Alguns "já concordaram com a transferência; três deles estão decididos a recorrer aos tribunais", adianta.A candidata socialista à Câmara de Gondomar, Isabel Santos, considera "lamentável" a atitude da câmara, que "está a violar os princípios e a tentar fragilizar os comerciantes".