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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Bragança :Feira será instalada definitivamente


Actual espaço, apesar de melhorado, não oferece condições, quando chove com muita intensidade.

A Câmara Municipal de Bragança já adquiriu os terrenos onde estão situadas as casernas do antigo Quartel de Bragança para lá instalar, de forma definitiva, a feira da cidade, de modo a permitir condições que actualmente não existem.


Ontem, chuva intensa levou a que muitos feirantes não chegassem a montar a tenda e outros fossem embora mais cedo. Isto porque a água e a lama tornaram, sobretudo, a parte inferior do recinto impraticável. "É o que se vê e não há condições para trabalhar. A maior parte foi embora”, explicou Virgílio um feirante vindo de Viseu. Por esse motivo, alguns feirantes foram à Câmara Municipal pedir melhores condições. “Não nos pondo aqui uma gravilha sujamos o pano todo e depois cai aquela água e sujidade para cima de mercadoria” referiu Luís Dias, de Macedo de Cavaleiros, que nem chegou a montar a tenda com medo de estragar os seus artigos.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Norte:Feirantes não escoaram artigos e pedem ajuda

Com a devida vénia ao Mensageiro Noticias



Mau tempo na época natalícia impediu realização de feiras e a deslocação de muitos feirantes.
Perante os últimos cenários climatéricos, muitos foram os sectores afectados pela neve, vento e chuva. O comércio ambulante é um deles e a Associação Feiras e Mercados Região Norte (AFMRN) já veio pedir publicamente ajuda ao Governo, para a “diminuição de prejuízos” registados numa das melhores alturas do ano para o sector. A não realização de feiras, ou a impossibilidade dos feirantes se deslocarem a diversos pontos da região, levou esta associação a apelar ao “bom-senso” e pedir a isenção de tarifas para os feirantes que não puderam comercializar os seus produtos.

O comércio ambulante tem conhecido nos últimos anos algumas modificações. A criação de novas leis, que regulamentam melhor a actividade, e ainda uma maior organização por parte dos municípios têm dado novo folgo à actividade. No entanto, um factor não pode ser mudado: as condições climatéricas.
Com os nevões e os fortes ventos e chuvas, os feirantes vêem-se condicionados, tanto no acesso aos núcleos urbanos onde se realizam os mercados, como nas condições que encontram no local de trabalho, por vezes impróprias para expor os seus produtos. Fernando Sá, presidente da AFMRN, sublinhou que, “geralmente, os comerciantes aguardam os meses de Agosto e Dezembro para aumentar o seu negócio, mas devido ao mau tempo que se fez sentir no último mês do ano passado a maioria não conseguiu escoar os seus artigos”.

Tal como aconteceu na região Oeste, que recebeu apoio do Governo para o sector da agricultura, também a região Norte pretende ver os seu comerciantes apoiados. “Os feirantes viram-se sem possibilidade de realizar muitas das feira que tinham programadas para esta região e a consequência traduz-se em grandes prejuízos”, destacou Fernando Sá.

Para o responsável da AFMRN os danos foram grandes e afectaram vários comerciantes. A não realização da feira anual da cidade de Bragança e a impossibilidade de circular nas estradas da região transmontana em vários dias das últimas semanas são disso exemplos. “Mesmo que as entidades responsáveis tivessem garantido a funcionalidade dos espaços, por vezes, os feirantes não se puderam deslocar”, sublinhou Fernando Sá.

Como medida compensatória, o representante dos feirantes do Norte já via com bons olhos a não cobrança do preço dos lugares, ou a sua diminuição, nos casos em que os feirantes não puderam ocupar os seus lugares. “Este Governo tem visto a actividade com outros olhos, o que não acontecia anteriormente, apostando na modernização do comércio e na criação de uma nova lei, tudo isto vem ajudar, mas ainda é muito pouco.”
Vila Real, um caso “à parte”
Não desligada dos factores climatéricos, a cidade de Vila Real tem ainda outro ponto menos positivo, sob o ponto de vista dos feirantes. “Apesar do novo espaço ser semi-coberto, a sua deslocalização face ao centro da cidade faz notar um decréscimo no número de clientes e, com isso, uma quebra acentuada no volume de vendas.”
Com este cenário, a AFMRN pede que sejam revistas as tarifas para a utilização do espaço, já que a diminuição de receitas obriga a um maior esforço por parte dos feirantes no cumprimento das rendas junto da empresa municipal responsável pelo espaço.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

VILA REAL- Feira do Levante continua a levantar problemas

Com a devida vénia ao Mensageiro Noticias

Labirinto de carrinhas

Regressando ao interior do espaço comercial, se pretende fazer compras tenha em atenção que o melhor será entre as 9h30 e as 12h. Antes e depois desse horário, o mais fácil é que, entrando na Feira do Levante, confunda o espaço com um “labirinto de carrinhas”. O problema também foi levantado nos primeiros dias após a inauguração, mas a isso ainda não deu resposta o município.
O espaço destinado à circulação, quer automóvel quer pedonal, torna-se intransitável nos horários em que os feirantes carregam e descarregam os seus artigos. Para ajudar na solução deste problema:

A Associação Feiras e Mercados Região Norte (AFMRN) sugeriu a construção de uma via exterior ao recinto no jardim adjacente ao espaço, criando assim “uma espécie de via de emergência”. “O objectivo é poder fazer com que os feirantes circulem, porque estamos todas as semanas com o problema de que enquanto os feirantes que se encontram junto às entradas não carregam ou descarregam a mercadoria, os restantes têm de esperar para poder sair do recinto, o que chega a demorar horas”, explicou Silva Rodrigues, representante da AFMRN.
Este pedido foi formulado junto dos responsáveis pela MERVAL, que “mostraram receptividade à proposta e compreensão pelos receios dos comerciantes”. “Se houver uma questão de emergência não há uma saída, nem uma entrada possível para socorrer as pessoas”, referiu Silva Rodrigues.

Clandestinos e preços elevados

Lembrando que “nem tudo é mau”, porque “tem havido disponibilidade dos responsáveis municipais para resolver as lacunas do espaço”, o representante da AFMRN salientou que “ainda há falhas” que teimam em manter-se. “Os clandestinos que se encontram a vender junto à entrada principal da feira chegam ao cúmulo de montar plásticos para se abrigarem quando chovem e outros usam a paragem do autocarro”, descreveu Silva Rodrigues, sublinhando a “injustiça face a quem paga”.
Se aos maus cheiros que acompanhavam o negócio durante os primeiros meses de actividade no local, o mesmo ainda não aconteceu em relação a outra queixa dos comerciantes. “A mudança provocou uma quebra de receitas para os feirantes e, por isso, solicitámos que fossem revistas as taxas que pagamos pelos lugares”, adiantou o responsável pela AFMRN. Embora ainda não tivessem recebido uma resposta favorável, Silva Rodrigues lembrou as palavras do autarca de Vila Real, para justificar a esparança na redução dos cerca de 6 euros pagos por cada metro quadrado. “A câmara vai estudar o assunto e, se perceber que há dificuldades por parte dos comerciantes, temos também que olhar para isso. Não podemos ficar indiferentes”, garantiu Manuel Martins, aquando da inauguração da Feira do Levante.

O Mensageiro tentou ouvir o vereador Domingos Madeira Pinto, responsável por esta área, mas não foi possível antes do fecho desta edição.