Foi admitida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel, a providência cautelar contra a Câmara de Castelo de Paiva para suspensão do concurso para atribuição dos lugares na feira quinzenal, e em consequência o sorteio agendado para amanha pelas 10 horas não poderá ser realizado. Resta saber se a Câmara municipal vai cumprir com o ordenado pelo Tribunal, sendo certo que os feirantes não se resignarão.
O presidente da direcção da AFMRN
Fernando Sá
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segunda-feira, 29 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Notícia no JORNAL DE NOTÍCIAS
sexta-feira, 26 de março de 2010
Feirantes protestaram hoje em frente á câmara municipal
Esta manhã cerca de duas dezenas de feirantes protestaram junto á Câmara Municipal de Castelo de Paiva, por causa na nova lei que a edilidade paivense quer por em pratica relativamente á atribuição dos lugares para a feira quinzenal que se realiza a 6 e 21 de cada mês.O sorteio para atribuição destes lugares está agendada para o dia 30 deste mês.
Já ontem uma delegação esteve presente na reunião de Câmara e no final fizeram a entrega de uma proposta a Gonçalo Rocha no intuito de suspender o concurso que se vai realizar no próximo dia 30 deste mês de Março
Hoje para além de empunharem cartazes, slogans alguns Soltaram como tais como "A feira não é tua, presidente vai para a rua"
Mário Costa, dos outros Manifestantes explicou ao Castelodepaiva-online, o porque desta revolta.
Respondendo ao Presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Nortede, José Manuel Carvalho, Vereador que detem o Pelouro de Feiras, referiu que estão reunidas as condições para a realização do sorteio. Mais segundo ele a Câmara está a cumprir a legislação em vigor (artº 42 /2008 de Março)
Publicada por castelodepaiva-online em Sexta-feira, Março 26, 2010
Já ontem uma delegação esteve presente na reunião de Câmara e no final fizeram a entrega de uma proposta a Gonçalo Rocha no intuito de suspender o concurso que se vai realizar no próximo dia 30 deste mês de Março
Hoje para além de empunharem cartazes, slogans alguns Soltaram como tais como "A feira não é tua, presidente vai para a rua"
Mário Costa, dos outros Manifestantes explicou ao Castelodepaiva-online, o porque desta revolta.
Respondendo ao Presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Nortede, José Manuel Carvalho, Vereador que detem o Pelouro de Feiras, referiu que estão reunidas as condições para a realização do sorteio. Mais segundo ele a Câmara está a cumprir a legislação em vigor (artº 42 /2008 de Março)
Publicada por castelodepaiva-online em Sexta-feira, Março 26, 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Manifestação de feirantes em Castelo de Paiva
Comunicado da AFMRN difundido hoje à imprensa
Feirantes em protesto
A AFMRN está mais uma vez solidária com as causas dos seus associados.
A Câmara Municipal de Castelo de Paiva deliberou levar a concurso e sortear todos os lugares da feira de Castelo de Paiva, mesmo os já ocupados, desrespeitando os feirantes que há anos fazem aquela feira, ao invés de, e de acordo com a lei aplicável ao sector, sortear apenas os lugares vagos. Esta Associação encetou diversos contactos com a Câmara para resolver esta situação de forma justa, mas não logrou obter qualquer efeito útil. Face à posição ilegal e intransigente da Câmara outra solução não restou aos feirantes, senão a de interporem uma providência cautelar para impedir o sorteio a realizar na próxima terça-feira, dia 30. Esta providência já deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel na passada terça-feira, dia 23, encontrando-se a aguardar decisão judicial.
Os feirantes pretendem ainda manifestar-se a partir das 9 horas de amanhã em frente à Câmara de Castelo de Paiva em sinal de protesto.
terça-feira, 23 de março de 2010
Feirantes em guerra com a Câmara
Com a devida vénia ao TVS


Os feirantes de Castelo de Paiva ameaçam instaurar uma ação judicial à autarquia para impedir o avanço do novo regulamente de feiras e mercados, que, obrigando ao sorteio de todos os lugares, põe em risco aqueles que certos comerciantes ocupam há mais de 20 anos.
Fernando Sá, presidente da associação Feiras e Mercados da Região Norte, afrimou hoje que “a Câmara quis guerra e está a vingar-se dos feirantes e das associações que propuseram ao Governo que a forma de atribuição de lugares fosse regulamentada pela Lei”.
Esse objetivo concretizou-se com a entrada em vigor do Decreto-Lei 42/2008 de 10 de março, que, segundo esse responsável, “ao acabar com as arrematações de lugares atribuídos por leilão, fechou as tetas dos feirantes para as câmaras e deixou-as sem essa receita”.
Fernando Sá diz que os comerciantes de Castelo de Paiva não se opõem ao novo formato de sorteio de espaços de venda, mas esclarece que esse não está previsto nos moldes adequados.
“A Câmara não está a cumprir o espírito da lei”, explica, “porque quer sortear todos os lugares, enquanto o legislador só queria sortear os que estivessem vagos”.
Na feira de Castelo de Paiva (que se realiza sempre a 6 e 21 de cada mês ou, em caso de coincidência com o domingo, no sábado anterior), trabalham regularmente 120 a 130 comerciantes, sendo que “muitos deles já ali têm lugar há 20, 30 ou 40 anos, e até fazem o chamado «fiado» para facilitar o pagamento a clientes mais antigos”.
“O problema é que, se todos os lugares vão a sorteio, esses feirantes correm o risco de perder o seu local de trabalho”, observa Fernando Sá.
“Durante mais de 10 anos, a Câmara cobrou taxas de ocupação consideradas um abuso, mas as pessoas resistiram, deram o seu contributo e agora estão a ser marginalizadas”, acrescentou.
O que os comerciantes propõem é que pelo processo do sorteio passem apenas os cerca de 50 lugares que ainda estão por ocupar no recinto, medida essa, aliás, que mereceu o apoio dos “mais de 1000 clientes da feira” que sábado deixaram os seus dados num abaixo-assinado a reivindicar essa solução.
Na próxima quinta feira, os feirantes de Castelo de Paiva pretendem abordar novamente o problema na reunião de câmara que se realiza a título público.
Entretanto, propõem-se avançar com uma ação judicial para impedir que, no dia 30, a autarquia realize o sorteio nos moldes já anunciados.
“A câmara quis guerra e não esteve interessada em ir ao encontro das reivindicações dos feirantes”, afirma Fernando Sá.
Sustenta ainda que agora, “estas pessoas estão bastante indignadas e querem lutar até ao fim”.
A Lusa tentou por várias vezes contactar a Câmara de Castelo de Paiva, mas não obteve resposta em tempo útil.
AYC
Fernando Sá, presidente da associação Feiras e Mercados da Região Norte, afrimou hoje que “a Câmara quis guerra e está a vingar-se dos feirantes e das associações que propuseram ao Governo que a forma de atribuição de lugares fosse regulamentada pela Lei”.
Esse objetivo concretizou-se com a entrada em vigor do Decreto-Lei 42/2008 de 10 de março, que, segundo esse responsável, “ao acabar com as arrematações de lugares atribuídos por leilão, fechou as tetas dos feirantes para as câmaras e deixou-as sem essa receita”.
Fernando Sá diz que os comerciantes de Castelo de Paiva não se opõem ao novo formato de sorteio de espaços de venda, mas esclarece que esse não está previsto nos moldes adequados.
“A Câmara não está a cumprir o espírito da lei”, explica, “porque quer sortear todos os lugares, enquanto o legislador só queria sortear os que estivessem vagos”.
Na feira de Castelo de Paiva (que se realiza sempre a 6 e 21 de cada mês ou, em caso de coincidência com o domingo, no sábado anterior), trabalham regularmente 120 a 130 comerciantes, sendo que “muitos deles já ali têm lugar há 20, 30 ou 40 anos, e até fazem o chamado «fiado» para facilitar o pagamento a clientes mais antigos”.
“O problema é que, se todos os lugares vão a sorteio, esses feirantes correm o risco de perder o seu local de trabalho”, observa Fernando Sá.
“Durante mais de 10 anos, a Câmara cobrou taxas de ocupação consideradas um abuso, mas as pessoas resistiram, deram o seu contributo e agora estão a ser marginalizadas”, acrescentou.
O que os comerciantes propõem é que pelo processo do sorteio passem apenas os cerca de 50 lugares que ainda estão por ocupar no recinto, medida essa, aliás, que mereceu o apoio dos “mais de 1000 clientes da feira” que sábado deixaram os seus dados num abaixo-assinado a reivindicar essa solução.
Na próxima quinta feira, os feirantes de Castelo de Paiva pretendem abordar novamente o problema na reunião de câmara que se realiza a título público.
Entretanto, propõem-se avançar com uma ação judicial para impedir que, no dia 30, a autarquia realize o sorteio nos moldes já anunciados.
“A câmara quis guerra e não esteve interessada em ir ao encontro das reivindicações dos feirantes”, afirma Fernando Sá.
Sustenta ainda que agora, “estas pessoas estão bastante indignadas e querem lutar até ao fim”.
A Lusa tentou por várias vezes contactar a Câmara de Castelo de Paiva, mas não obteve resposta em tempo útil.
AYC
JORNAL DE NOTÍCIAS
sábado, 20 de março de 2010
Inventário de feiras do Distrito do Porto
Pode consultar o inventário de feiras do Distrito do Porto aqui
Feira de Campo-Valongo sem sanitários
quarta-feira, 17 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Associação de Feiras e Mercados no Porto Canal ( Sexta 5 Março)


Sexta-feira - 5 de março, a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, vai estar representada pelo seu Presidente Fernando Sá, no Programa PORTO ALIVE, no Porto Canal, pelas 19:30h, abordando várias questões respeitantes à defesa das Feiras e Mercados das cidades contemporâneas.
SEXTA-FEIRA - 5 Março -19:30h PORTOALIVE - PortoCanal
segunda-feira, 1 de março de 2010
Mercados municipais definham e câmaras também têm culpa
Com a devida vénia ao JORNAL DE NOTICIAS
Associação de feirantes do Norte aponta como defeitos desinteresse, falta de incentivo à ocupação, má localização e má gestão
Os mercados estão em vias de extinção, avalia a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, que atribui a maior parte da culpa ao desinteresse das autarquias. Falta de incentivo à ocupação, má localização e má gestão são alguns dos defeitos apontados.
Para Fernando Sá, presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN), um dos problemas é estrutural: "As câmaras municipais não estão vocacionadas para gerir mercados". Isso poderá explicar erros recorrentes, como a construção de mercados novos e bem equipados, só que na periferia, como aconteceu na Trofa. "Como não tem transportes funciona só ao sábado, quando funciona a feira", descreve Fernando Sá.
Por outro lado, deixam-se arrastar situações até ao limite, como é o caso do Bolhão, ou vão-se deixando os lugares que vagam vazios ano após ano."A própria política dos regulamentos municipais é bastante antiga e ambígua. Há casos em que não abrem lugares ou não deixam passar de pais para filhos. Não há vontade das autarquias em tornar esses lugares mais preenchidos", avalia, convicto que a ocupação desses espaços podia gerar emprego.
Falta de parques gratuitos
Centralidade, preenchimento de lugares de venda, estacionamento para os clientes e promoção do comércio tradicional são elementos essenciais para o sucesso de um mercado, segundo aassociação. Nenhum da região os tem todos. A falta de estacionamento para os clientes é uma das principais queixas dos comerciantes, tanto no mercado municipal de Matosinhos - que a AFMRN considera um dos melhores do Grande Porto -, como no da Beira-Rio, em Gaia, avaliado como o pior da região.
Maria Berta, de 74 anos, cliente regular em Matosinhos, acha que "o mercado está meio morto desde que tiraram o estacionamento". Ela vai carregada para casa, mas "sem sítio para pôr o carro, as pessoas não vêm cá", disse ao JN. Em Gaia, tem-se procurado afastar os carros da marginal, mas há parques pagos e mais ainda em construção. "O estacionamento estragou-nos o mercado, dantes vinha muito mais gente", diz Urbalina Pereira, diante de uma banca viçosa que destoa do resto do mercado, desolado, gasto, degradado e quase vazio.
Os poucos comerciantes são quase todos idosos. Maria Adelaide, talhante de 87 anos, é a memória viva dos tempos em que o Beira-Rio fervilhava de clientes, das oficinas e indústrias da vizinhança. Agora, tal como grande parte dos mercados do Grande Porto, tem um dia bom por semana - neste caso, o sábado, quando os lavradores acorrem em força.
Mudanças no estilo de vida da população e desertificação dos centros também ajudam à crise dos mercados - e nisto concordam a associação, os comerciantes e as autarquias. "Temos um conjunto de comerciantes envelhecido, mas também um grupo de jovens muito dinâmico que têm que ser acarinhados", diz o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto para quem "o grandeinvestimento nos mercados ainda não fez alcançar objectivos".
A Câmara de Gaia tem ambições para o Beira-Rio: "Será reabilitado, restruturado e modernizado, enquandrando-se melhor na filosofia do centro histórico e da zona de lazer e turismo que é a orla ribeirinha, com o cais de Gaia, o cais cultural e toda a 'movida' adjacente. Existem em Barcelona exemplos de mercados com um conceito que se aproxima muito daquilo que pretendemos, com a criação, por exemplo, de espaços gourmet".
Associação de feirantes do Norte aponta como defeitos desinteresse, falta de incentivo à ocupação, má localização e má gestão
Os mercados estão em vias de extinção, avalia a Associação de Feiras e Mercados da Região Norte, que atribui a maior parte da culpa ao desinteresse das autarquias. Falta de incentivo à ocupação, má localização e má gestão são alguns dos defeitos apontados.
Para Fernando Sá, presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte (AFMRN), um dos problemas é estrutural: "As câmaras municipais não estão vocacionadas para gerir mercados". Isso poderá explicar erros recorrentes, como a construção de mercados novos e bem equipados, só que na periferia, como aconteceu na Trofa. "Como não tem transportes funciona só ao sábado, quando funciona a feira", descreve Fernando Sá.
Por outro lado, deixam-se arrastar situações até ao limite, como é o caso do Bolhão, ou vão-se deixando os lugares que vagam vazios ano após ano."A própria política dos regulamentos municipais é bastante antiga e ambígua. Há casos em que não abrem lugares ou não deixam passar de pais para filhos. Não há vontade das autarquias em tornar esses lugares mais preenchidos", avalia, convicto que a ocupação desses espaços podia gerar emprego.
Falta de parques gratuitos
Centralidade, preenchimento de lugares de venda, estacionamento para os clientes e promoção do comércio tradicional são elementos essenciais para o sucesso de um mercado, segundo aassociação. Nenhum da região os tem todos. A falta de estacionamento para os clientes é uma das principais queixas dos comerciantes, tanto no mercado municipal de Matosinhos - que a AFMRN considera um dos melhores do Grande Porto -, como no da Beira-Rio, em Gaia, avaliado como o pior da região.
Maria Berta, de 74 anos, cliente regular em Matosinhos, acha que "o mercado está meio morto desde que tiraram o estacionamento". Ela vai carregada para casa, mas "sem sítio para pôr o carro, as pessoas não vêm cá", disse ao JN. Em Gaia, tem-se procurado afastar os carros da marginal, mas há parques pagos e mais ainda em construção. "O estacionamento estragou-nos o mercado, dantes vinha muito mais gente", diz Urbalina Pereira, diante de uma banca viçosa que destoa do resto do mercado, desolado, gasto, degradado e quase vazio.
Os poucos comerciantes são quase todos idosos. Maria Adelaide, talhante de 87 anos, é a memória viva dos tempos em que o Beira-Rio fervilhava de clientes, das oficinas e indústrias da vizinhança. Agora, tal como grande parte dos mercados do Grande Porto, tem um dia bom por semana - neste caso, o sábado, quando os lavradores acorrem em força.
Mudanças no estilo de vida da população e desertificação dos centros também ajudam à crise dos mercados - e nisto concordam a associação, os comerciantes e as autarquias. "Temos um conjunto de comerciantes envelhecido, mas também um grupo de jovens muito dinâmico que têm que ser acarinhados", diz o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto para quem "o grandeinvestimento nos mercados ainda não fez alcançar objectivos".
A Câmara de Gaia tem ambições para o Beira-Rio: "Será reabilitado, restruturado e modernizado, enquandrando-se melhor na filosofia do centro histórico e da zona de lazer e turismo que é a orla ribeirinha, com o cais de Gaia, o cais cultural e toda a 'movida' adjacente. Existem em Barcelona exemplos de mercados com um conceito que se aproxima muito daquilo que pretendemos, com a criação, por exemplo, de espaços gourmet".
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Beneficiação do Mercado Municipal de Vila Nova de Cerveira
Informação do site da Câmara Municipal de Vila Nova de CerveiraA Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira procede à beneficiação/modernização do mercado municipal. Os trabalhos, iniciados recentemente e com conclusão prevista para o período da Páscoa, aproximam-se dos 150 mil euros. Enquanto decorre a intervenção, a actividade comercial mantém-se, uma vez que os vendedores, salvaguardados por toldos de lona, disponibilizam os seus produtos no exterior do edifício situado na Praça da Galiza, a dois passos do local onde, todos os sábados, se realiza a feira semanal.Os trabalhos consistem genericamente na substituição das bancas, pavimento, grelhas de águas e de ventilação, bem como na pintura das paredes e tecto. Prevista também uma revisão geral da electricidade, das portas e da rede de esgotos. As instalações sanitárias serão melhoradas com a colocação de novos materiais e equipamentos e, nas soleiras das entradas, serão construídas rampas para facilitar o acesso a pessoas com deficiência física. No exterior, a sinaléctica será reforçada. A requalificação daquele espaço, destinada a garantir melhores condições de operacionalidade aos comerciantes e maior comodidade aos frequentadores, procura responder eficazmente a determinadas normativas e regras impostas pelas autoridades sanitárias.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Mercado da Areosa provisório por mais um ano

Com a devida vénia ao Jornal de Noticias
De um lado da rua, o mercado da Areosa ganha mato e há uma colónia de gatos a viver nos escombros de uma demolição parcial. Do outro, os comerciantes queixam-se que quase não vendem no espaço provisório. Obra em falta será, finalmente, adjudicada.
Todos têm a data na ponta da língua: vai fazer dois anos em Junho, uns dias antes do S. João, que o mercado da Areosa, em Rio Tinto, Gondomar, fechou para obras e os comerciantes se mudaram para um terreno do outro lado da Rua Filipa de Lencastre. Era suposto lá ficarem nove meses, mas o fracasso do concurso para a construção do parque de estacionamento prolongou a estadia. A Câmara de Gondomar assegurou ao JN que não esqueceu o mercado e quer ultrapassar o desinteresse dos investidores com um ajuste directo para a construção e concessão do parque de estacionamento de dois pisos por 35 anos e 3,5 milhões de euros.
Caso seja aprovado pela Assembleia Municipal (AM), o procedimento implica que os comerciantes fiquem no mesmo local pelo menos mais um ano. Não é óbvio que naquele gaveto da rua está o mercado provisório - e esta é apenas uma das queixas dos comerciantes, que dizem estar permanentemente a perder clientes.
Outras são a precariedade das instalações - tendas onde estão mais sujeitos ao mau tempo, contentores onde mal cabem os negócios -, a falta de estacionamento e a ausência de informação. "Não temos tido notícias da Câmara. Nem nas eleições apareceram aqui, nem os nossos votos quiseram", disse Glória, vendedora de fruta e legumes. Outra vendedora queixa-se da falta de água para quem não está em contentores (usam a água de dois bidões) e do terreno que, sendo íngreme, arrasta lamas da chuva. Ao sábado, contaram os comerciantes ao JN, o mercado ganha mais vida com os lavradores que vão vender frescos. Mas, no resto da semana, apenas 15 bancas abrem e, nos últimos tempos, cinco vendedores desistiram. "Há dias em que fazemos 25 euros", lamenta-se uma comerciante, saudosa do mercado antigo, que se avista por uma nesga do terreno provisório.
Algumas das bancas antigas estão parcialmente quebradas e os escombros estão a ser tomados pelo mato. Uma colónia de gatos passeia por ali, alimentada com restos de restaurantes, cujas embalagens se encontram junto ao portão fechado. O abandono geral contrasta com o novo edifício, ainda por estrear - que não agrada aos comerciantes, mas para onde irão pelo menos 24 deles.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira, depois de dois concursos públicos falhados, o ajuste directo à empresa Alexandre Barbosa Borges, SA, foi recentemente aprovado pelo Executivo e será levado à AM no próximo dia 25. "Fomos apanhados pela crise financeira", justifica, assegurando que "a Câmara tudo tem feito para resolver as coisas o mais rápido possível". Caso seja aprovado o ajuste directo, a construção do parque sob o novo edifício para onde algum comércio se irá mudar deverá demorar "entre dez a 12 meses", disse.
Todos têm a data na ponta da língua: vai fazer dois anos em Junho, uns dias antes do S. João, que o mercado da Areosa, em Rio Tinto, Gondomar, fechou para obras e os comerciantes se mudaram para um terreno do outro lado da Rua Filipa de Lencastre. Era suposto lá ficarem nove meses, mas o fracasso do concurso para a construção do parque de estacionamento prolongou a estadia. A Câmara de Gondomar assegurou ao JN que não esqueceu o mercado e quer ultrapassar o desinteresse dos investidores com um ajuste directo para a construção e concessão do parque de estacionamento de dois pisos por 35 anos e 3,5 milhões de euros.
Caso seja aprovado pela Assembleia Municipal (AM), o procedimento implica que os comerciantes fiquem no mesmo local pelo menos mais um ano. Não é óbvio que naquele gaveto da rua está o mercado provisório - e esta é apenas uma das queixas dos comerciantes, que dizem estar permanentemente a perder clientes.
Outras são a precariedade das instalações - tendas onde estão mais sujeitos ao mau tempo, contentores onde mal cabem os negócios -, a falta de estacionamento e a ausência de informação. "Não temos tido notícias da Câmara. Nem nas eleições apareceram aqui, nem os nossos votos quiseram", disse Glória, vendedora de fruta e legumes. Outra vendedora queixa-se da falta de água para quem não está em contentores (usam a água de dois bidões) e do terreno que, sendo íngreme, arrasta lamas da chuva. Ao sábado, contaram os comerciantes ao JN, o mercado ganha mais vida com os lavradores que vão vender frescos. Mas, no resto da semana, apenas 15 bancas abrem e, nos últimos tempos, cinco vendedores desistiram. "Há dias em que fazemos 25 euros", lamenta-se uma comerciante, saudosa do mercado antigo, que se avista por uma nesga do terreno provisório.
Algumas das bancas antigas estão parcialmente quebradas e os escombros estão a ser tomados pelo mato. Uma colónia de gatos passeia por ali, alimentada com restos de restaurantes, cujas embalagens se encontram junto ao portão fechado. O abandono geral contrasta com o novo edifício, ainda por estrear - que não agrada aos comerciantes, mas para onde irão pelo menos 24 deles.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira, depois de dois concursos públicos falhados, o ajuste directo à empresa Alexandre Barbosa Borges, SA, foi recentemente aprovado pelo Executivo e será levado à AM no próximo dia 25. "Fomos apanhados pela crise financeira", justifica, assegurando que "a Câmara tudo tem feito para resolver as coisas o mais rápido possível". Caso seja aprovado o ajuste directo, a construção do parque sob o novo edifício para onde algum comércio se irá mudar deverá demorar "entre dez a 12 meses", disse.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Mercado em risco de ficar "sem nada"
Com a devida vénia ao JORNAL DE NOTICIAS
O mercado municipal de Santo Tirso tem mais de metade das lojas fechadas mercê da falta de clientes. Comerciantes queixam-se que, sem negócios, as rendas são altas e ainda pioram mais a sua situação. A Câmara anuncia uma ajuda: vai baixar alugueres.
De tarde, estamos a olhar umas para as outras", atira uma vendedora. Não chegam clientes. Ou, então, assustam-se com a desertificação: mais de metade das lojas do mercado municipal de Santo Tirso estão fechadas.
Chega a ser confrangedor: dias há em que nem a entrada principal, na Avenida Sousa Cruz, oferece uma cor, sequer. De flores, de fruta. Apenas bancas vazias. Acontece, sobretudo, à segunda-feira, porque os vendedores apostam no lucro mais certo da feira semanal. "Costuma ser o melhor dia para a cidade. Para nós, é o pior", lamenta Virgínia Martins.
Delfina Gomes ergue uma mão: "Há uma padaria, três peixarias, um talho, uma florista e duas frutarias. Durante a semana é isto". Conta cerca de "16 lojas fechadas" no piso térreo. O inferior "está vazio". Apenas uma florista, num canto recôndito, esporadicamente. "Corre-se o risco de isto ficar sem nada", alerta Virgínia.
"Ali à frente [junto à entrada principal] não há nada. As pessoas chegam e nem entram. É como se formos a um centro comercial; se não se vê ninguém, vem-se para trás", compara a única talhante do mercado tirsense. Já ali teve concorrência, mas pereceu: "Fechou no ano passado. E estava aqui há mais de 40 anos", lembra Delfina, da peixaria Fininha, ela própria a ponderar desfecho semelhante, após quatro décadas no mercado.
"Houve um tempo, na altura do 25 de Abril, em que se ganhou bem a vida. Ultimamente, é uma desgraça. Estamos todos para fechar e ir embora. Não fazemos para as despesas", justifica a peixeira. Virgínia Martins especificaria, ainda: "As rendas não são acessíveis e ninguém vem para cá". O aluguer "baixou no ano passado, mas aquilo que fazemos não chega", queixa-se Delfina. "Pagava 34 contos, em dinheiro antigo. Agora pago só 30", especificou a comerciante. Ainda assim, diz, "é muito para o dinheiro que se faz".
Contudo, dentro de pouco mais de dois meses, Delfina será uma das contempladas com nova redução. "A partir de 30 de Abril é intenção da Câmara Municipal de Santo Tirso baixar em mais 10% todos alugueres", assegurou, ao JN, a autarquia.
O mercado municipal de Santo Tirso tem mais de metade das lojas fechadas mercê da falta de clientes. Comerciantes queixam-se que, sem negócios, as rendas são altas e ainda pioram mais a sua situação. A Câmara anuncia uma ajuda: vai baixar alugueres.
De tarde, estamos a olhar umas para as outras", atira uma vendedora. Não chegam clientes. Ou, então, assustam-se com a desertificação: mais de metade das lojas do mercado municipal de Santo Tirso estão fechadas.
Chega a ser confrangedor: dias há em que nem a entrada principal, na Avenida Sousa Cruz, oferece uma cor, sequer. De flores, de fruta. Apenas bancas vazias. Acontece, sobretudo, à segunda-feira, porque os vendedores apostam no lucro mais certo da feira semanal. "Costuma ser o melhor dia para a cidade. Para nós, é o pior", lamenta Virgínia Martins.
Delfina Gomes ergue uma mão: "Há uma padaria, três peixarias, um talho, uma florista e duas frutarias. Durante a semana é isto". Conta cerca de "16 lojas fechadas" no piso térreo. O inferior "está vazio". Apenas uma florista, num canto recôndito, esporadicamente. "Corre-se o risco de isto ficar sem nada", alerta Virgínia.
"Ali à frente [junto à entrada principal] não há nada. As pessoas chegam e nem entram. É como se formos a um centro comercial; se não se vê ninguém, vem-se para trás", compara a única talhante do mercado tirsense. Já ali teve concorrência, mas pereceu: "Fechou no ano passado. E estava aqui há mais de 40 anos", lembra Delfina, da peixaria Fininha, ela própria a ponderar desfecho semelhante, após quatro décadas no mercado.
"Houve um tempo, na altura do 25 de Abril, em que se ganhou bem a vida. Ultimamente, é uma desgraça. Estamos todos para fechar e ir embora. Não fazemos para as despesas", justifica a peixeira. Virgínia Martins especificaria, ainda: "As rendas não são acessíveis e ninguém vem para cá". O aluguer "baixou no ano passado, mas aquilo que fazemos não chega", queixa-se Delfina. "Pagava 34 contos, em dinheiro antigo. Agora pago só 30", especificou a comerciante. Ainda assim, diz, "é muito para o dinheiro que se faz".
Contudo, dentro de pouco mais de dois meses, Delfina será uma das contempladas com nova redução. "A partir de 30 de Abril é intenção da Câmara Municipal de Santo Tirso baixar em mais 10% todos alugueres", assegurou, ao JN, a autarquia.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
MERCADO DO BOLHÃO ESCORREGA EM MAIS UMA PROMESSA POLÍTICA

COMUNICADO DE IMPRENSA - MERCADO DO BOLHÃO 2010
Direitos Reservados
A Associação Feiras e Mercados da Região Norte, face às recentes notícias na imprensa, sobre o Mercado do Bolhão, mostra a seguinte posição:
Uma casca de banana para os comerciantes e para os utilizadores do Mercado Bolhão, é como a Associação Feiras e Mercados da Região Norte, classifica a promessa lançada em 2009, pela Câmara do Porto, para a intervenção no Mercado do Bolhão, com apoio do Igespar.Para além de adiada e indefinida data para o início das obras, afinal o orçamento da Câmara do Porto, prevê 1 milhão de euros para fazer face aos custos dos novos estudos e projectos, tal como anunciado recentemente no orçamento municipal, ao contrário do exposto 2009, pelo Presidente da Câmara, de que a assinatura do protocolo com o Igespar, permitiria elaborar um projecto sem custos para o Município e com prazos bem definidos.
Associação Feiras e mercados da Região Norte, considera este processo “um castigo para os comerciantes, para os utilizadores, e para a cidade do Porto, num abandono e num silêncio fora do normal”.
Com falta de respostas, vários associados, comerciantes do Mercado do Bolhão, apontam a solução para o mercado, sugerindo várias vezes a aplicação do projecto do arquitecto Joaquim Massena que está já aprovado pelo Ministério da Cultura, pela Câmara do Porto e já pago pelos cofres do Câmara.
Os utilizadores e os comerciantes estão baralhados, desesperados e impacientes por respostas, querendo trabalhar, numa altura em que a gestão da cidade se faz no silêncio, sem ouvir as pessoas e utilizadores.
Recorde-se que a primeira promessa assumida pelo Presidente Dr. Rui Rio, datava de 2005, referenciando que a reabilitação do Mercado do Bolhão estaria para breve, o que resultou em 2008, numa enorme convulsão na cidade, dadas as posições assumidas pela empresa TCN na demolição de todo o interior do Mercado do Bolhão e transformação num shopping center.
ASSOCIAÇÃO FEIRAS E MERCADOS DA REGIÃO NORTE
Porto, 8 de Fevereiro 2010
Porto, 8 de Fevereiro 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Festa da Laranja volta ao Mercado Municipal de Portimão de 25 a 30 de Janeiro

A AFMRN dá um excelente exemplo de uma boa gestão de um Mercado Municipal como o de Portimão:
Entre 25 e 30 de Janeiro, o Mercado Municipal de Portimão recebe a terceira edição da Festa da Laranja, iniciativa que tem ultrapassado as melhores expectativas.
Durante uma semana, de segunda-feira a sábado, os clientes poderão adquirir este citrino a preço especial, tendo ainda a oportunidade de assistir a demonstrações culinárias e de experimentar o sabor genuíno da laranja algarvia, numa acção que contará com a colaboração dos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, em ambos os períodos de abertura do Mercado – de manhã e à tarde.Em 2009, na semana em que decorreu a Festa da Laranja, foram transaccionadas 12 toneladas de citrinos, mais um terço relativamente a 2008, com uma média de duas toneladas por dia.O Mercado Municipal de Portimão funciona no seguinte horário: das 07h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h00, excepto aos sábados, dias em que se encontra aberto das 07h00 às 14h00. Os clientes dispõem de parque de estacionamento, gratuíto durante a primeira hora.A Festa da Laranja é uma co-organização entre a Comissão das Hortofrutícolas e o Mercado Municipal de Portimão, contando com o apoio da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão – Turismo de Portugal.
Durante uma semana, de segunda-feira a sábado, os clientes poderão adquirir este citrino a preço especial, tendo ainda a oportunidade de assistir a demonstrações culinárias e de experimentar o sabor genuíno da laranja algarvia, numa acção que contará com a colaboração dos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, em ambos os períodos de abertura do Mercado – de manhã e à tarde.Em 2009, na semana em que decorreu a Festa da Laranja, foram transaccionadas 12 toneladas de citrinos, mais um terço relativamente a 2008, com uma média de duas toneladas por dia.O Mercado Municipal de Portimão funciona no seguinte horário: das 07h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h00, excepto aos sábados, dias em que se encontra aberto das 07h00 às 14h00. Os clientes dispõem de parque de estacionamento, gratuíto durante a primeira hora.A Festa da Laranja é uma co-organização entre a Comissão das Hortofrutícolas e o Mercado Municipal de Portimão, contando com o apoio da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão – Turismo de Portugal.
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